PREFEITO COBRA SABESP E DENUNCIA FALTA D’ÁGUA NA CIDADE
REUNIÃO É MARCADA POR TOM FIRME E COBRANÇAS POR SOLUÇÕES IMEDIATAS PARA O ABASTECIMENTO EM BERTIOGA

A paciência chegou ao limite. Diante das recorrentes falhas no abastecimento de água que atingem diversos bairros de Bertioga desde as vésperas do Natal, o prefeito Marcelo Vilares se reuniu com a diretoria da Sabesp e endureceu o tom. A reunião foi marcada por cobranças diretas, exigência de soluções e o alerta de que o serviço prestado à população está aquém do que a cidade merece.
FALTA D’ÁGUA EM PLENA TEMPORADA: SITUAÇÃO CONSIDERADA INACEITÁVEL
Interrupções frequentes no fornecimento, baixa pressão nas torneiras, calor intenso e aumento da demanda com a temporada de verão formaram um cenário crítico, relatado diariamente por moradores de diferentes bairros. As reclamações se multiplicaram, principalmente pelas redes sociais, e chegaram à Administração Municipal, que passou a registrar oficialmente os casos.
Para Marcelo Vilares, a situação é grave e não admite postergação:“Bertioga vem sofrendo muito com a falta d’água, e isso precisa mudar, não dá mais”, afirmou. Segundo ele, “água é um direito básico” e o cidadão não pode ser penalizado justamente nos períodos de maior movimento e necessidade.
REUNIÃO COM A DIRETORIA DA SABESP: COBRANÇAS CLARAS E OBJETIVAS
No encontro com representantes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) essa semana, o prefeito cobrou ações concretas e imediatas. Entre as medidas exigidas, estão melhorias na captação, no tratamento e na distribuição de água, além do reforço da infraestrutura para suportar períodos de pico, como festas de fim de ano e férias de verão.
Vilares também pediu mudanças nos canais de atendimento da empresa, citando dificuldades relatadas pela população para registrar reclamações e obter retorno: atendimento lento, falhas na comunicação e informações insuficientes sobre prazos de normalização.
ACIONAMENTO DA AGÊNCIA REGULADORA E POSSÍVEIS PENALIDADES
A Prefeitura encaminhou documento oficial à Arsesp, a agência reguladora do setor, denunciando as falhas e solicitando fiscalização. O pedido resultou em ação direta do órgão sobre a Sabesp, o que pode levar à aplicação de sanções, caso sejam comprovadas irregularidades na prestação do serviço.
“O documento que enviamos à Arsesp resultou em fiscalização na Sabesp. A população merece um serviço de qualidade, e é isso que vamos continuar trabalhando para garantir”, destacou o prefeito.
ARGUMENTOS DA EMPRESA E REALIDADE DOS BAIRROS
Segundo reportagens regionais, a Sabesp atribuiu os problemas à estiagem, às chuvas que afetaram sistemas de captação e tratamento e ao aumento expressivo da população na Baixada Santista durante o Réveillon, o que teria pressionado a demanda. A companhia reforçou orientações de uso consciente de água e pediu que a população evite desperdícios.
Nos bairros de Bertioga e também em outras cidades da Baixada Santista e do Litoral Norte, no entanto, moradores e turistas continuam relatando interrupções parciais ou totais no abastecimento, além de dificuldades para contato com a empresa.
PRESSÃO POLÍTICA E DEFESA DO INTERESSE PÚBLICO
Ao endurecer o discurso e acionar os órgãos reguladores, Marcelo Vilares envia um recado claro: a Prefeitura não aceitará que a cidade enfrente, ano após ano, os mesmos transtornos em um serviço essencial. A reunião com a Sabesp abre um novo capítulo na relação entre município e companhia, agora sob o signo da cobrança, da fiscalização e do compromisso com a população.
Enquanto Bertioga segue em plena temporada de verão, o prefeito insiste: água na torneira é mais do que conforto — é respeito ao cidadão e obrigação de quem presta o serviço público.