BERTIOGA VOTOU À DIREITA — E O RESULTADO JÁ MEXE COM O TABULEIRO POLÍTICO
TARCÍSIO FOI REELEITO, DERRITE E ANDRÉ DO PRADO VÃO PARA O SENADO, ROSANA VALLE E PAULO ALEXANDRE BARBOSA SEGUEM PARA BRASÍLIA, SEIS NOMES DA BAIXADA CHEGAM À ALESP E A DISPUTA PRESIDENCIAL FICOU PARA O SEGUNDO TURNO

CALDEIRÃO QUENTE 🔥
A urna falou. E, em Bertioga, falou alto.
O resultado das eleições de domingo, dia 4, desenhou um mapa político que merece ser observado com atenção.
Na disputa pelo Governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas foi reeleito no primeiro turno. E Bertioga deu ao governador uma das votações mais expressivas da Baixada Santista: 65,53% dos votos válidos, ou 22.683 votos.
Fernando Haddad ficou com 33,55%.
Mas a principal disputa ainda não acabou.
Na Presidência da República, Flávio Bolsonaro e Lula avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
E aí começa outra eleição.

BERTIOGA NO CENTRO DA ARTICULAÇÃO
O resultado também coloca sob os holofotes a movimentação política feita em Bertioga durante a campanha.
O prefeito Marcelo Vilares e a vice-prefeita Lucília Goulart articularam um comitê suprapartidário que reuniu diferentes forças políticas em torno de candidaturas ao Governo do Estado, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa.
O grupo trabalhou pela reeleição de Tarcísio e pelo fortalecimento de candidaturas como Guilherme Derrite e André do Prado para o Senado, além de nomes para a Câmara Federal e para a Assembleia.
Nos discursos do prefeito Marcelo Vilares, também apareciam candidaturas como Eduarda Campopiano, Tenente Coimbra e Solange Freitas, todos eleitos para a Assembleia Legislativa.
A matemática eleitoral não permite dizer que uma articulação isoladamente produz determinado resultado.
Mas uma coisa é inegável: Bertioga entrou no radar político.

DERRITE E ANDRÉ: DOBRADINHA QUE DEU CERTO NAS URNAS
Se o objetivo era eleger os dois nomes apoiados para o Senado, o resultado foi expressivo.
Guilherme Derrite e André do Prado foram eleitos senadores por São Paulo.
E, em Bertioga, os dois ficaram praticamente empatados:
Derrite: 32,28%.
André do Prado: 32,16%.
Uma diferença de poucos décimos.
Para Lucília Goulart e Taciano Goulart, ligados ao PL local — ela presidente do PL Mulher e ele presidente municipal da legenda — o resultado também representa o desfecho de uma articulação política construída ao longo dos últimos meses.

A BAIXADA VAI PARA A ALESP
A Baixada Santista também saiu das urnas com uma nova configuração.
Seis nomes da região foram eleitos deputados estaduais:
Eduarda Campopiano, Tenente Coimbra, Paulo Mansur, Caio França, Débora Camilo e Solange Freitas.
Eduarda foi o grande fenômeno numérico da eleição paulista, com votação superior a 1,9 milhão de votos.
Tenente Coimbra também garantiu sua cadeira.
E Solange Freitas, que recebeu apoio político do grupo articulado em Bertioga e teve seu nome citado publicamente pelo prefeito Marcelo Vilares, também estará na Assembleia Legislativa.
A Baixada, portanto, passa a contar com seis representantes na Alesp.

DÉBORA CAMILO TAMBÉM FAZ HISTÓRIA
Entre os eleitos está a vereadora santista Débora Camilo, do PSOL.
Com 94.895 votos, ela conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa e passa a integrar a nova representação da Baixada.
É um detalhe importante do resultado: a região não votou de maneira uniforme.
Embora o PL tenha conquistado espaço expressivo, a nova bancada regional reúne diferentes partidos e posições políticas.
A urna, mais uma vez, mostrou que o eleitor pode fazer escolhas diferentes para cada cargo.
ROSANA E PAULO ALEXANDRE EM BRASÍLIA
Na Câmara Federal, a Baixada terá dois representantes:
Rosana Valle (PL) e Paulo Alexandre Barbosa (PSD).
Rosana recebeu 213.752 votos.
Paulo Alexandre, 168.207.
Dois nomes conhecidos do eleitorado regional que continuarão representando a Baixada em Brasília.

E RENATO BOLSONARO?
Outro resultado que merece atenção é a eleição de Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, para deputado federal.
Sua principal base política está no Vale do Ribeira, região vizinha da Baixada Santista.
Mas Renato também recebeu apoio político em Bertioga, inclusive de integrantes da família Nor, como o advogado Dr. Merson Nor e seu filho, o também advogado Mersinho Nor, além de outras lideranças ligadas ao PL.
A eleição amplia a presença do sobrenome Bolsonaro na política paulista.
E coloca Renato no Congresso Nacional a partir da próxima legislatura.
E O QUE BERTIOGA MOSTROU?
Aqui está a parte que interessa diretamente ao eleitor bertioguense.
Bertioga deu 65,53% para Tarcísio.
Colocou Derrite e André do Prado nas duas primeiras posições para o Senado.
Teve Caio Matheus como o deputado estadual mais votado no município, com 11.696 votos.
Também deu votações importantes a Eduarda Campopiano e Tenente Coimbra.
E viu Solange Freitas, apoiada pela articulação política local, reconquistar uma cadeira na Alesp.
No plano presidencial, Flávio Bolsonaro também terminou à frente de Lula no município.
O conjunto dos números desenha um cenário político bastante definido.
MAS A ELEIÇÃO AINDA NÃO TERMINOU
É aqui que o Caldeirão começa a ferver.
Tarcísio já garantiu mais quatro anos no Palácio dos Bandeirantes.
Derrite e André do Prado já estão eleitos para o Senado.
A Baixada já sabe quem serão seus representantes na Assembleia e na Câmara Federal.
Mas Brasília ainda espera pela decisão dos eleitores.
Flávio Bolsonaro ou Lula?
A resposta virá somente em 25 de outubro.
E, até lá, muita coisa pode acontecer.
Novas alianças.
Novas conversas.
Novas estratégias.
E, principalmente, novos cálculos políticos.
Porque eleição termina quando a urna fecha.
Mas a política começa justamente quando o resultado aparece.
🔥 CALDEIRÃO QUENTE — EDIÇÃO EXTRA
COMPROMISSO SÓ COM O LEITOR.