FEMINICÍDIO EM CAMPINAS: JOVEM BALEADA NO ROSTO POR EX-NAMORADO E FUGA DA JUSTIÇA
CASO LEMBRA TRAGÉDIA DE VITÓRIA, EM CAJAMAR, E DESTACA A FRAGILIDADE DAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM BUSCA DE PROTEÇÃO EFETIVA

A violência contra a mulher em Campinas, assim como em diversas cidades da Região Metropolitana, segue ceifando vidas e marcando a sociedade de forma trágica. No último domingo (23), uma adolescente de 17 anos foi baleada no rosto por seu ex-namorado, em plena praça pública no Jardim Santa Lúcia. O autor do disparo, que está foragido, é o principal suspeito de tentativa de feminicídio.

Testemunhas relataram que o suspeito, a bordo de uma motocicleta preta, se aproximou da vítima e, antes de atirar, disse: “só vou dizer uma coisa”. Após o disparo, ele fugiu em alta velocidade. A jovem foi rapidamente socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital da PUC, onde permanece internada em estado grave, na UTI.
A vítima havia terminado recentemente o relacionamento com o agressor e, desde então, estava morando com uma amiga em um endereço desconhecido pela sua família. A polícia já identificou o ex-namorado como o principal suspeito, e diligências estão sendo feitas para localizá-lo. Durante as buscas na residência do suspeito, foram encontradas fotos da vítima com ele e um celular danificado, elementos que podem ser cruciais para a investigação.
Esse episódio trágico é mais um capítulo de uma série de agressões que têm como cenário o fim de relacionamentos abusivos. A situação da jovem baleada, assim como a de Vitória, em Cajamar, coloca em xeque a efetividade das políticas públicas de proteção às mulheres. Apesar de as vítimas denunciarem abusos, muitas vezes continuam à mercê de agressões brutais. O simples ato de denunciar não é suficiente para garantir a segurança.
A sociedade precisa exigir respostas rápidas e políticas públicas mais eficazes. Mulheres como a jovem de Campinas não podem mais viver com medo, e o Estado deve garantir que as vítimas de violência doméstica tenham apoio contínuo e proteção real. É urgente que as autoridades ajam de forma mais contundente para que esse ciclo de violência seja interrompido de uma vez por todas.
A Região Metropolitana de Campinas, como todo o Brasil, está diante de um problema gravíssimo: o feminicídio não escolhe hora, lugar ou vítimas. O momento de mudar é agora.